Três boas razões para sua marca investir em storytelling

Mais que um publicitário, eu sou um contador de histórias. E não existe melhor maneira de demonstrar meu ponto sobre a defesa do storytelling do que contando pra vocês uma pequena curiosidade pessoal.

Os amigos que me conhecem sabem que sou um torcedor fanático do Grêmio e, da mesma forma que muitos outros fãs de futebol, eu tenho muitas camisas. Dentre elas, algumas compradas em loja e outra utilizada… na final da Copa do Brasil em 2016, o título que meu time conquistou depois de um longo período sem erguer taças relevantes.
Pergunto a você, qual das camisas vale mais? A de loja ou a utilizada na final? Sem dúvida, a que esteve presente no campo do jogo decisivo. E qual a razão?
A camisa vale tanto pela história que ela possui. Lá estão o drama da partida, o sofrimento dos torcedores a cada chance perdida, o triunfo e vibração dos gols. O grito entalado na garganta. Algo para contar para um filho, os netos. O storytelling.

Na prática, o storytelling que tantos falam trata de aplicar o pensamento narrativo e técnicas de como contar histórias para definir uma marca. Ele tem a função de obter posicionamento estratégico e dar maior estrutura para a parte criativa do que você tem a mostrar. É mais uma opção de como trabalhar a comunicação de uma marca e também muito mais que isso.
Frequentamos museus pelas histórias, guardamos coisas velhas com carinho, nos agarramos a um papel de bombom amassado pela história de um primeiro encontro.
As empresas também ganham muito empregando os recursos narrativos em sua comunicação, vamos ver aqui três razões para o storytelling fazer parte do planejamento da sua marca.

1) É um neuromarketing orgânico

As histórias são um instrumento de evolução humana. Através das redes de histórias que nossos ancestrais compartilhavam entre si; resultados de caçadas, uma nova técnica de plantio, que plantas venenosas evitar, fomos transformando a nossa espécie. Nossos cérebros são programados para dar valor a boas histórias. Conte algo interessante e todos os neurotransmissores do seu público estarão jorrando associações positivas com sua marca.

2) É um antídoto contra a dispersão das redes sociais

Se o conteúdo é rei, as histórias imperam. Muitas vezes as pessoas baixam o seu e-book ou salvam seu post para “ver depois“e acabam esquecendo diante da notificação mais próxima. Por outro lado, um bom gancho para uma história agarra o público e não solta. Um bom condutor para o “continue lendo” no post de Facebook é muito eficaz para atrair a atenção. As pessoas querem saber como uma boa história acaba. O quanto antes. Chegam a ficar ansiosas. Aproveite.

3) Sabe o tal diferencial competitivo? Então.

Muita gente fala em “humanizar as marcas”, mas a aposta sempre vem de um jeito equivocado. Apostam em informalidade, emojis bontinhos, um pouco de humor. Existe uma forma muito melhor de fazer isso. Procure pontos na sua história que mereçam ser contados. Aposto com você que ninguém mais viveu aquilo. O mesmo vale para uma empresa. O que há por trás dos seus valores? O que há no seu histórico que vale uma boa história? Contar histórias foi instrumento da nossa evolução, como disse antes. Nos fez humanos. Faz o mesmo por uma empresa.
Empregar os recursos do storytelling põe nas suas mãos um dos instrumentos de comunicação mais poderosos que existem, pois fornece a você a exposição de algo que concorrente algum consegue reproduzir: a sua trajetória e visão de mundo compartilhada. Mas, exatamente por isso, lembre: a primeira coisa que você deve ter em mente ao contar histórias é que o seu conteúdo precisa ser autêntico, criativo e inspirador. Não pode ser feito de qualquer jeito. Para fazer storytelling você tem que ser um bom contador de histórias ou contratar alguém que seja. 

Mas aí é assunto para uma nova conversa.