E Aqui:
Escolhi de propósito um exemplo de espectros “opostos” para ressaltar o valor das boas ideias. Elas não têm cores, bandeiras ou partidos. Elas são boas e pronto, seu valor é maior que esse.
Mas mesmo uma coisa tão preciosa, na publicidade, é muito descartável. Nossa indústria é utilitária; ideia só vale se vende e ela só vale até a próxima campanha.
Então, se você está nesse ramo, guarde muito bem o conselho do título desse artigo. A ideia não colou? Parte pra próxima, segue o jogo. Acredite, dá para ter outras. Você vai precisar de mais ideias amanhã. Não existe publicitário com Opera Magna. O sujeito que criou um slogan genial e pensou que acabou, acabou mesmo. Deixou de existir. Tem até uma crônica do Veríssimo sobre isso.
Isso também vale para o medo de alguém “copiar” a sua ideia. Não expor um insight com medo de uma chupada só serve para se blindar de você mesmo. Se agarrar demais a um conceito é encarar a própria sombra que você não consegue fazer algo melhor. E lembre: a imitação é a forma mais sincera de homenagem. Eu só fiquei em paz comigo profissionalmente quando fui copiado a primeira vez.
E para você que busca talentos, sempre desconfie de quem defende com unhas e dentes algo que criou.
Quem está com o último recurso arreganha os dentes e fica acuado.